Numa folha qualquer
E ali logo em frente, a esperar pela gente, o futuro está
domingo, 20 de maio de 2012
Um ano
Jamais poderíamos supor que um mundo tão alegre e colorido brotaria de uma flor tão inocente.
Um amor de repente
Primavera permanente
O amor chegou!
Para cada lágrima muitos sorrisos
Felicidade que faz a vida doce
Que nos desvenda
Nada mais sabemos
O mundo começou
A alma ama
A praça não está mais silenciosa
Céu azul, de seda
A vida faz sentido
O teu sorriso nos guia
Nos dá sabedoria, esperança, vontade de ir, vontade de ficar
Presente, passado, futuro
Fé, trabalho e ação
Sobretudo, amor!
Correr, pular, cair, chorar, sonhar, sorrir, viver, aprender, mais do que existir
Chorar de alegria
Com a lágrima aprender
A roubar um sorriso
E com ele imaginar o mundo todo
Feliz!
Fizemos a felicidade!
A alma transborda
Sorrir, correr e brincar
Dizer não para a solidão
Ao amanhecer de cada dia
Estar ao lado e sentir o cheiro
O sorriso, um beijo, um toque
A sensação de que nada mais importa
E agradecer a Deus, secretamente
pelo presente tão lindo
Ah, o amor...
Como é bom viver assim!!!
Benjamin =)
sexta-feira, 27 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
“Há ocasiões, e esta é uma delas, em que o mundo parece propositadamente belo, em que é como se uma inteligência nas coisas resolvesse de repente tornar manifesta, para todos os que se dispõe a ver, a realidade sobrenatural que se oculta no fundo de todas as aparências.” (Aldous Huxley, ‘O Macaco e a Essência’)
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Benjamin
Pequeno, pequenino
Amado e esperado
Simplesmente, meu menino
Vieste no momento exato para me fazer entender melhor a vida
Sou eternamente grata
Pequeno, pequenino
Bem vindo!
És maravilhoso
Que sejas abençoado por Deus por toda a vida
Que sejas humilde, obediente e educado
E lembre todos os dias que és amado por tua mãe
Te embalo
Cantarolo
E sonho
Com o que sonharás tu
Orgulho do meu viver
Amor que habita minha alma
Ilumina os meus dias
Que Deus te abençoe
Meu anjo em forma de gente
Eu te amarei pra sempre
amor...
Para o Benjamin em 21 de Novembro de 2011
Amado e esperado
Simplesmente, meu menino
Vieste no momento exato para me fazer entender melhor a vida
Sou eternamente grata
Pequeno, pequenino
Bem vindo!
És maravilhoso
Que sejas abençoado por Deus por toda a vida
Que sejas humilde, obediente e educado
E lembre todos os dias que és amado por tua mãe
Te embalo
Cantarolo
E sonho
Com o que sonharás tu
Orgulho do meu viver
Amor que habita minha alma
Ilumina os meus dias
Que Deus te abençoe
Meu anjo em forma de gente
Eu te amarei pra sempre
amor...
Para o Benjamin em 21 de Novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
terça-feira, 14 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
A ONU....
Depois da primeira guerra mundial – 1914/1918 – foi criada a Liga das Nações, para impedir mais guerras, no entanto, houve a segunda guerra mundial e mais de 60 milhões de pessoas morreram.
Criada em 1945 no pós guerra com objetivo de manter a paz mundial e aumentar a cooperação entre os países, a ONU tem sede em Nova York, desenhada por Niemayer.
O secretário geral da ONU é o asiático Ban Kimoon, da Coréia do Sul, para mandato de 5 anos. O mandato de Ban Kimoon acaba esse ano. O novo secretário geral, ou seja o novo presidente simbólico do mundo, poderá ser outro asiático – pela lógica de que geralmente o mandato se renova por mais 5 anos – ou um europeu, pelo rodízio. Algumas personalidades como Obama e Berlusconi cogitaram publicamente a possibilitade de ser um brasileiro – o Lula.
Para exercer o cargo é preciso carisma e conhecimento técnico, Lula não tem conhecimento técnico, já carisma...Lula não domina inglês nem francês inerentes ao cargo, mas sabe escolher bem seus assessores e domina o “Lulês”. Lula seria a novidade do diálogo, da diplomacia e talvez isso seja mais importante para evitar guerras do que potências militares.
A ONU atua por meio de órgãos e agências especializadas, são eles/as:
UNICEF – Cuida da infância
UNESCO – Educação, Cultura, Patrimônio Histórico e Artístico (Tombou Brasília em 1987 como patrimônio cultural da Humanidade)
OMC – Organização Mundial do Comércio
OMS – Organização Mundial da Saúde
OIT – Organização Internacional do Trabalho
FMI – Ajuda Financeira
FAO – Agricultura e Alimentação
TPI – Tribunal Penal Internacional (julga crimes de guerra e genocídio)
IPCC – Mudanças Climáticas
AIEA – Agência Internacional Energia Atômica
O órgão mais importante é o Conselho de Segurança – CS, formado por 15 países:
10 Provisórios (2 anos – Brasil)
5 Permanentes – Com poder de Veto – maiores potências militares, são elas:
- EUA
- Rússia
- Reino Unido
- França
- China
Para reprovar uma resolução no C.S. basta 1 voto de membro permanente, já para aprovar são necessários 8 votos, maioria simples.
Há cerca de duas décadas debate-se a possibilidade de reformar a ONU, aumentando para 10 os membros permanentes. Desde o início do debate o Brasil lançou sua candidatura a 1 das vagas e é considerado forte candidato, apesar de pouca potência militar, tem poder de diálogo e diplomacia. Ou você alcança a paz por meio da guerra ou por meio do diálogo. Já se viu que por meio da guerra não é o melhor caminho, mas todos os assuntos que envolvem política e ciências humanas têm mais de uma versão.
Criada em 1945 no pós guerra com objetivo de manter a paz mundial e aumentar a cooperação entre os países, a ONU tem sede em Nova York, desenhada por Niemayer.
O secretário geral da ONU é o asiático Ban Kimoon, da Coréia do Sul, para mandato de 5 anos. O mandato de Ban Kimoon acaba esse ano. O novo secretário geral, ou seja o novo presidente simbólico do mundo, poderá ser outro asiático – pela lógica de que geralmente o mandato se renova por mais 5 anos – ou um europeu, pelo rodízio. Algumas personalidades como Obama e Berlusconi cogitaram publicamente a possibilitade de ser um brasileiro – o Lula.
Para exercer o cargo é preciso carisma e conhecimento técnico, Lula não tem conhecimento técnico, já carisma...Lula não domina inglês nem francês inerentes ao cargo, mas sabe escolher bem seus assessores e domina o “Lulês”. Lula seria a novidade do diálogo, da diplomacia e talvez isso seja mais importante para evitar guerras do que potências militares.
A ONU atua por meio de órgãos e agências especializadas, são eles/as:
UNICEF – Cuida da infância
UNESCO – Educação, Cultura, Patrimônio Histórico e Artístico (Tombou Brasília em 1987 como patrimônio cultural da Humanidade)
OMC – Organização Mundial do Comércio
OMS – Organização Mundial da Saúde
OIT – Organização Internacional do Trabalho
FMI – Ajuda Financeira
FAO – Agricultura e Alimentação
TPI – Tribunal Penal Internacional (julga crimes de guerra e genocídio)
IPCC – Mudanças Climáticas
AIEA – Agência Internacional Energia Atômica
O órgão mais importante é o Conselho de Segurança – CS, formado por 15 países:
10 Provisórios (2 anos – Brasil)
5 Permanentes – Com poder de Veto – maiores potências militares, são elas:
- EUA
- Rússia
- Reino Unido
- França
- China
Para reprovar uma resolução no C.S. basta 1 voto de membro permanente, já para aprovar são necessários 8 votos, maioria simples.
Há cerca de duas décadas debate-se a possibilidade de reformar a ONU, aumentando para 10 os membros permanentes. Desde o início do debate o Brasil lançou sua candidatura a 1 das vagas e é considerado forte candidato, apesar de pouca potência militar, tem poder de diálogo e diplomacia. Ou você alcança a paz por meio da guerra ou por meio do diálogo. Já se viu que por meio da guerra não é o melhor caminho, mas todos os assuntos que envolvem política e ciências humanas têm mais de uma versão.
Faixa de Gaza....
Palestina...
70 a.c. o Império Romano expulsa os judeus da região, que é ocupada pelos Palestinos.
Já em 1900 acontece o Movimento Sionista: retorno dos judeus à terra prometida, início da disputa.
Obs; Não há uma gota de petróleo na região, mas qualquer confusão lá afeta o preço do barril.
Causa: Territorial Religiosa
Judeus Palestinos
Judaismo X Islamismo
Torá X Corão ou Alcorão
Abraão X Abraão
? X Maomé
Em 1947 a ONU propõe a criação do Estado judeu = Israel, do Estado Árabe = Palestina e de Jerusalém = ONU
Em 1948 foi criado o estado de Israel, mas não o dos Palestinos que, passaram a viver nos dois territórios ocupados na guerra de 1967, Faixa de Gaza e Cisjordânia, que, na atualidade são reinvindicados para a criação do estado da Palestina.
A fim de chamar a atenção do mundo para o seu problema, o povo palestino promoveu vários atentados “terroristas” feitos pela OLP (Organização para a Libertação da Palestina), cuja o lider era Yasser Arafat. A partir da Intifada (Guerra de Pedras), em 1987 a opinião pública mundial passou a exigir uma solução para o conflito.
Em 1993 firma-se o acordo de Oslo, por esse acordo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia deveriam ser devolvidas até 1999. 100% de Gaza e cerca de 40% da Cisjordânia foi devolvido e passou a ser governado pela ANP (Autoridade Nacional Palestina), cuja o presidente é Mahmud Abbas – “moderado”, do partido Fatah.
Palestina é território autônomo, não é país.
Em 2007 o Hamas se transforma em partido político e vence as eleições parlamentares da Palestina, entrando em confronto com o Fatah. Após alguns conflitos o Hamas expulsa a ANP da Faixa de Gaza e passa a governá-la. Israel invade, bombardeia e mata 1300 pessoas no território, que é isolado, aumentando a miséria e a fome.
Entre maio e junho de 2010, alguns navios de ajuda humanitária com bandeira da Turquia tentaram furar o bloqueio à Faixa de Gaza. Israel atacou os navios em águas internacioanais matando 9 ativistas. O mundo condenou o ataque e o CS – Conselho de Segurança – exigiu investigação internacional. Mas Israel recusou. As consequências desse fato foram: aumento da pressão internacional para que Israel acabe o bloqueio à Gaza e aumento da tensão na região.
70 a.c. o Império Romano expulsa os judeus da região, que é ocupada pelos Palestinos.
Já em 1900 acontece o Movimento Sionista: retorno dos judeus à terra prometida, início da disputa.
Obs; Não há uma gota de petróleo na região, mas qualquer confusão lá afeta o preço do barril.
Causa: Territorial Religiosa
Judeus Palestinos
Judaismo X Islamismo
Torá X Corão ou Alcorão
Abraão X Abraão
? X Maomé
Em 1947 a ONU propõe a criação do Estado judeu = Israel, do Estado Árabe = Palestina e de Jerusalém = ONU
Em 1948 foi criado o estado de Israel, mas não o dos Palestinos que, passaram a viver nos dois territórios ocupados na guerra de 1967, Faixa de Gaza e Cisjordânia, que, na atualidade são reinvindicados para a criação do estado da Palestina.
A fim de chamar a atenção do mundo para o seu problema, o povo palestino promoveu vários atentados “terroristas” feitos pela OLP (Organização para a Libertação da Palestina), cuja o lider era Yasser Arafat. A partir da Intifada (Guerra de Pedras), em 1987 a opinião pública mundial passou a exigir uma solução para o conflito.
Em 1993 firma-se o acordo de Oslo, por esse acordo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia deveriam ser devolvidas até 1999. 100% de Gaza e cerca de 40% da Cisjordânia foi devolvido e passou a ser governado pela ANP (Autoridade Nacional Palestina), cuja o presidente é Mahmud Abbas – “moderado”, do partido Fatah.
Palestina é território autônomo, não é país.
Em 2007 o Hamas se transforma em partido político e vence as eleições parlamentares da Palestina, entrando em confronto com o Fatah. Após alguns conflitos o Hamas expulsa a ANP da Faixa de Gaza e passa a governá-la. Israel invade, bombardeia e mata 1300 pessoas no território, que é isolado, aumentando a miséria e a fome.
Entre maio e junho de 2010, alguns navios de ajuda humanitária com bandeira da Turquia tentaram furar o bloqueio à Faixa de Gaza. Israel atacou os navios em águas internacioanais matando 9 ativistas. O mundo condenou o ataque e o CS – Conselho de Segurança – exigiu investigação internacional. Mas Israel recusou. As consequências desse fato foram: aumento da pressão internacional para que Israel acabe o bloqueio à Gaza e aumento da tensão na região.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
De Bom Grado
Se de graça dás o que assim recebeste,
Sem olhar a quem hás de causar benefício,
Verás que não consiste, tal, num sacrifício,
Mas sim num bem estar qu'inda não conheceste...
Se caberia a outrem, por dever de ofício,
Suprir necessidades, curar dor ou peste,
Não te isentes do humanismo em nome deste,
Estende a mão para quem beira o precipício...
Do que tu precisas, há muito que te sobra,
Enquanto falta ao menos favorecido,
Contrapartida inexorável desse mundo...
Procura então pautar teu proceder segundo
O que te manda a alma, frente ao ser sofrido:
Faz de bom grado o que a vida te não cobra.
Mario Roberto Guimarães
Sem olhar a quem hás de causar benefício,
Verás que não consiste, tal, num sacrifício,
Mas sim num bem estar qu'inda não conheceste...
Se caberia a outrem, por dever de ofício,
Suprir necessidades, curar dor ou peste,
Não te isentes do humanismo em nome deste,
Estende a mão para quem beira o precipício...
Do que tu precisas, há muito que te sobra,
Enquanto falta ao menos favorecido,
Contrapartida inexorável desse mundo...
Procura então pautar teu proceder segundo
O que te manda a alma, frente ao ser sofrido:
Faz de bom grado o que a vida te não cobra.
Mario Roberto Guimarães
sexta-feira, 21 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Conto de fadas para mulheres do século XXI
Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: - Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: - Nem fo....de...n...do!
FIM!!!
rsrsrsrsrs
(Luís Fernando Veríssimo)
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: - Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: - Nem fo....de...n...do!
FIM!!!
rsrsrsrsrs
(Luís Fernando Veríssimo)
Eu, mera coadjuvante
no filme que não vimos
não comemos uma só pipoca
nem nos beijamos no escuro
o filme que não vimos
não era falado, sequer mudo
nem italiano, quiçá russo
o filme que não vimos
não era metragem curta, nem longa
muito menos desenho do Pernalonga
o filme que não vimos
não era político, de qualquer matiz
era sim pura poesia e você alegria
não comemos uma só pipoca
nem nos beijamos no escuro
o filme que não vimos
não era falado, sequer mudo
nem italiano, quiçá russo
o filme que não vimos
não era metragem curta, nem longa
muito menos desenho do Pernalonga
o filme que não vimos
não era político, de qualquer matiz
era sim pura poesia e você alegria
quinta-feira, 6 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Ela se posicionou entre a caixa de som e os livros, à janela
Era o início de uma longa noite, a chuva na grama, a água penetra na terra
As lágrimas caem da face, de quem chora
Dentro da casa, úmida
A silhueta felina da companhia doce, olhando de dentro para fora, sob a penumbra...
Santo animal, santa escuridão, santa vontade, semana santa.
Era o início de uma longa noite, a chuva na grama, a água penetra na terra
As lágrimas caem da face, de quem chora
Dentro da casa, úmida
A silhueta felina da companhia doce, olhando de dentro para fora, sob a penumbra...
Santo animal, santa escuridão, santa vontade, semana santa.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo.
Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava.
Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.
Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.
Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente.
Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém"
(John Lennon)
Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo.
Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava.
Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.
Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.
Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente.
Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém"
(John Lennon)
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
O sorriso mais constante, sincero e contagiante
A força e a garra de uma lutadora heroína
A bondade e a vontade de fazer justiça em cada gesto e palavra...
Nunca vi ninguém com tamanha capacidade de ser fiel e alegre.
Tanta ternura e inocência num corpo já cansado e calejado pelas necessidades da vida.
Tanto amor
Tanta saudade
Vontade de estar perto, sem nunca ter estado longe...
Mãe, tudo que fizeste se traduz em bondade!
Obrigada!!!!! Te amo!
A força e a garra de uma lutadora heroína
A bondade e a vontade de fazer justiça em cada gesto e palavra...
Nunca vi ninguém com tamanha capacidade de ser fiel e alegre.
Tanta ternura e inocência num corpo já cansado e calejado pelas necessidades da vida.
Tanto amor
Tanta saudade
Vontade de estar perto, sem nunca ter estado longe...
Mãe, tudo que fizeste se traduz em bondade!
Obrigada!!!!! Te amo!
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
“Perdoa, mas não esquece”?
"O senso comum muito se abastece da ideia de que o perdão é valioso e deve sempre ser concedido. Há talvez aí, em nossa cultura, uma influência muito grande dos ensinamentos cristãos. O estímulo ao perdão, independentemente do que tenha ocorrido, é amplamente pregado. E a primeira pergunta é: o que é perdoar, o que isso significa?
Porque há perdões e perdões. O perdão de marido e mulher é com certeza diferente de se perdoar ou “perdoar” (entre aspas) o assassino de um filho, por exemplo. No caso de infidelidade, no casamento, o perdão geralmente significa a reconciliação, o restabelecimento das condições anteriores. Perdoar, nesse caso, é voltar a ser o que era. Amigos, por exemplo, se perdoam, de fato, quando voltam a ser amigos e a exibir a mesma empolgação e vigor da amizade, anteriores ao desentendimento.
Na verdade, a grande questão é que o perdão geralmente não é verdadeiro. As pessoas acabam dizendo que perdoaram mais para satisfazer essa pressão social cristã pelo perdão. Perdoar, de verdade, é permitir que tudo volte a ser o que era, como antes. E isso somente é possível se houver compensações. Exemplo: o sujeito perdeu o livro que lhe foi emprestado e tem seu perdão se comprar outro livro igual, repondo-o, compensando seu erro. Porque tudo nessa vida tem seu preço, inclusive amizade e amor. E amor se paga, muitas vezes, com dedicação e fidelidade. E ele rende o quê? Bem estar, proteção, prazer, alegria, sensação de que nossa vida tem sentido.
Outra coisa que se ouve muito, também: “A gente perdoa, mas não esquece”. E isso é perdão completo, perdão de fato? O perdão não pressupõe o esquecimento? Para perdoar não é necessário esquecer? Por outro lado, é possível compreender o que as pessoas estão querendo dizer com isso: “perdoei, voltei com ele (ainda estão juntos, casados, quer dizer), mas não esqueci, ainda tenho mágoas”. Ou seja, restabeleceu o relacionamento anterior, porém ainda carrega mágoas, o ressentimento sobrevive.
E aí mora geralmente um problema frequente: a pessoa diz que perdoou, mas ainda, como se diz popularmente, “joga na cara”, ou então restabeleceu o relacionamento anterior porque não tinha outras alternativas. Vive uma relação de dependência e abuso com quem ama. Vive a ambivalência de modo muito intenso. Diz que perdoou, mas vive indireta ou inconscientemente agredindo o sujeito “perdoado”. E assim, a pergunta: de que vale dizer, da boca pra fora, que perdoou, para depois restabelecer um relacionamento baseado numa série de confusões e mal entendidos? De que vale bancar o redentor para depois viver o inferno? O inferno de simplesmente não saber o que está fazendo e simplesmente se ver como vítima de seus próprios rancores mal resolvidos? Assim se torna crônica uma relação onde o ódio e as mágoas são sempre mascarados com um série de comportamentos que os tornam ainda mais difíceis de serem resolvidos. Em termos psicanalíticos, diríamos que formações reativas e projeções passam a tomar conta do jogo.
Perdoar ou não perdoar? Eis a questão. Se não for de verdade, perdão completo, se for somente um ato baixado por decreto para apaziguar a moral cristã, não vale a pena. Desse modo ficam abertas as portas para muita coisa mal resolvida, para agressões indiretas, por exemplo, as quais se escondem em atos inconscientes e vão, pouco a pouco, minando com o que restou do amor. E um bom indício de que se perdoou de verdade é o sentimento de compensação. Se nos sentimos compensados, seja lá por que motivo, é possível perdoar. Do contrário, estaremos navegando na mentira."
Reproduzo aqui um texto de Adriano Facioli que bem exemplifica ou ex(em)pli(fi)ca parte de alguns sentimentos e ressentimentos.
Vivendo a experiência de esperar...
Aprendendo a fracassar e resignar-se...
Porque há perdões e perdões. O perdão de marido e mulher é com certeza diferente de se perdoar ou “perdoar” (entre aspas) o assassino de um filho, por exemplo. No caso de infidelidade, no casamento, o perdão geralmente significa a reconciliação, o restabelecimento das condições anteriores. Perdoar, nesse caso, é voltar a ser o que era. Amigos, por exemplo, se perdoam, de fato, quando voltam a ser amigos e a exibir a mesma empolgação e vigor da amizade, anteriores ao desentendimento.
Na verdade, a grande questão é que o perdão geralmente não é verdadeiro. As pessoas acabam dizendo que perdoaram mais para satisfazer essa pressão social cristã pelo perdão. Perdoar, de verdade, é permitir que tudo volte a ser o que era, como antes. E isso somente é possível se houver compensações. Exemplo: o sujeito perdeu o livro que lhe foi emprestado e tem seu perdão se comprar outro livro igual, repondo-o, compensando seu erro. Porque tudo nessa vida tem seu preço, inclusive amizade e amor. E amor se paga, muitas vezes, com dedicação e fidelidade. E ele rende o quê? Bem estar, proteção, prazer, alegria, sensação de que nossa vida tem sentido.
Outra coisa que se ouve muito, também: “A gente perdoa, mas não esquece”. E isso é perdão completo, perdão de fato? O perdão não pressupõe o esquecimento? Para perdoar não é necessário esquecer? Por outro lado, é possível compreender o que as pessoas estão querendo dizer com isso: “perdoei, voltei com ele (ainda estão juntos, casados, quer dizer), mas não esqueci, ainda tenho mágoas”. Ou seja, restabeleceu o relacionamento anterior, porém ainda carrega mágoas, o ressentimento sobrevive.
E aí mora geralmente um problema frequente: a pessoa diz que perdoou, mas ainda, como se diz popularmente, “joga na cara”, ou então restabeleceu o relacionamento anterior porque não tinha outras alternativas. Vive uma relação de dependência e abuso com quem ama. Vive a ambivalência de modo muito intenso. Diz que perdoou, mas vive indireta ou inconscientemente agredindo o sujeito “perdoado”. E assim, a pergunta: de que vale dizer, da boca pra fora, que perdoou, para depois restabelecer um relacionamento baseado numa série de confusões e mal entendidos? De que vale bancar o redentor para depois viver o inferno? O inferno de simplesmente não saber o que está fazendo e simplesmente se ver como vítima de seus próprios rancores mal resolvidos? Assim se torna crônica uma relação onde o ódio e as mágoas são sempre mascarados com um série de comportamentos que os tornam ainda mais difíceis de serem resolvidos. Em termos psicanalíticos, diríamos que formações reativas e projeções passam a tomar conta do jogo.
Perdoar ou não perdoar? Eis a questão. Se não for de verdade, perdão completo, se for somente um ato baixado por decreto para apaziguar a moral cristã, não vale a pena. Desse modo ficam abertas as portas para muita coisa mal resolvida, para agressões indiretas, por exemplo, as quais se escondem em atos inconscientes e vão, pouco a pouco, minando com o que restou do amor. E um bom indício de que se perdoou de verdade é o sentimento de compensação. Se nos sentimos compensados, seja lá por que motivo, é possível perdoar. Do contrário, estaremos navegando na mentira."
Reproduzo aqui um texto de Adriano Facioli que bem exemplifica ou ex(em)pli(fi)ca parte de alguns sentimentos e ressentimentos.
Vivendo a experiência de esperar...
Aprendendo a fracassar e resignar-se...
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
amor...
"A palavra amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e alimentar as estimulações sensoriais e psicológicas necessárias para a sua manutenção e motivação."
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Finalmente...
Final da Conseg!
Agradecimentos especiais ao nosso Ministro Tarso Genro e ao querido Presidente Lula por acreditarem em um novo modelo de segurança pública para o país e por terem nos dado a valorosa oportunidade de fazermos parte da construção da 1ª Conseg! Além de agradecimentos parece aqui ser necessário um desabafo leigo de quem andou por penitenciárias em 7 estados, realizando conferências livres com jovens entre 18 e 29 anos. Em todas ouvi relatos de algum tipo de abuso de autoridade, principalmente relacionadas aos direitos humanos que envolviam desde jovens que foram estuprados por policiais, torturados de várias formas, com sacos na cabeça, inserção de objetos na região anal. Falta de estrutura mínima, como acesso à agua, saneamento básico e super lotação.
O objeto da pena criminal parece ser mesmo o corpo, se vivêssemos em um tempo em que não existisse a patrulha ideológica de direita expressa da mídia, citar Marilena Chauí seria muito bem vindo, na medida em que ela apresenta um pouco do processo de adesão das classes médias ao ideário da elite brasileira, particularmente com referência à Segurança Pública. Se não me engano, há muito tempo a violência parece ser apresentada sem distinção de classe social, com um super estímulo de uma mídia que se beneficia muito em explorar e difundir a violência. O país pára para assistir determinados crimes – os pais que teriam matado a filha, a adolescente que matou os pais, e assim o Ibope sobe, os anunciantes anunciam e a emissora de TV fatura, enquanto mulheres reparam no cabelo novo da apresentadora, os homens a desejam. É mesmo Fantástico, o show da vida, ou da morte, do medo e da violência? “E a próxima vítima pode ser você”.
As vezes tenho a sensação de que discutir segurança pública no Brasil parece gerar discórdia, caso não queiramos ouvir coisas como “esfola e mata” ou “bandido bom é bandido morto”, é melhor não tocarmos no assunto em uma mesa de bar, muito menos em jantar de família ou na academia. Parece que quando se trata do tema, até mesmo intelectuais, juizes, jornalistas e envolvidos diretamente, estranhamente defendem a repressão pura e simples. O parece evidenciar que um dos sucessos que não se contesta em setores conservadores é a difusão da idéia de que os direitos humanos são “direitos de bandidos”.
Caetano Veloso nos fala do “silêncio sorridente de São Paulo diante da chacina”, “ banco de sangue encadernado”, define Tom Zé.
O que percebi, foi que o Brasil apresenta um aparato prisional que parece estar à beira do colapso, cuja população parece ter aumentado consideravelmente.
O que parece estar acontecendo, por exemplo, no Rio Grande do Sul, resultado de uma obsessão punitiva crescente que parece ter tido lugar primeiro nos EUA.
No momento em que escrevo, acontece no Salão Negro do Ministério da Justiça o “Ato Comemorativo aos 30 anistia no Brasil”. Em uma breve passagem ouço um palestrante dizer que não há mais tortura no Brasil, e eu fico a pensar: Por que ninguém fala que jovens estão sendo torturados sim? Ainda que sejam presos(as) que tenham uma dívida a pagar ao Estado? São jovens que representam cerca de 70% num universo de 440 mil, ou seja, uma força produtiva de em média 308 mil jovens, muitos que ainda não foram julgados, vivem em condições subhumanas, sob tortura e outros tipos de mal tratos. E o que mais impressiona é que esse processo parece ter-se tornado sutil e invisível. Fica a pergunta: o que é feito para excluir, pode incluir?
No Vídeo Documentário que produzimos para a 1ª Conseg em parceria com a CUFA – A voz da Prisão – os presos(as) tiveram uma oportunidade histórica, segundo suas próprias palavras, nunca haviam tido a oportunidade de falar e elaborar propostas para que essas chegassem à Brasília, com a possibilidade de se transformarem em políticas públicas. Vejo mais essa ferramenta da Conseg como inovadora e revolucionária, no entanto, muitas coisas não puderam ser ditas no microfone, não puderam ser escritas, isso seria cortar a própria carne.
Finalizo ouvindo, ao fundo, a música de encerramento do referido ato que acontece a poucos metros: “Lá lá lá lá, lá lá lá lá, lá lá lá lá, lláááá, lááááá, lá lá lá lá...
agora é hora, de alegria, vamos sorrir e cantar, do mundo não se leva nada, vamos sorrir e cantar...” momento em que o meu sentimento de alegria se mistura com o de tristeza, de alegria porque chegamos ao fim do início de um longo, difícil e valoroso trabalho e de tristeza por saber que em pleno século XXI ainda existe tortura no Brasil.
Vocês podem pensar o porquê de eu não escrever sobre a Mostra de Vídeos, foram produzidos 52 vídeos inéditos abordando o tema da Segurança Pública, sobre o Festival de Música ou nas Conferências Livres que aconteceram com Jovens dos variados segmentos da sociedade civil. Enfim, podemos pensar em tantas outras coisas que se relacionam direta ou indiretamente com a situação exposta, como a qualidade do ensino, da saúde, da estrutura das famílias, do capitalismo, do consumo, do socialismo...sim podemos e devemos, mas tortura? Não, isso não pode mais acontecer em nosso país, acredito que temos condições para reestruturar nossa polícia para que nenhum membro sequer dessa corporação, se sinta no direito de torturar qualquer cidadão brasileiro. E mais, precisamos urgentemente de penas alternativas. Essa é a minha bandeira nessa Conseg, tenho outras é claro, mas por hora levanto essa. Com a certeza de que a luta continua. Ainda temos muito por fazer. E faremos!
O objeto da pena criminal parece ser mesmo o corpo, se vivêssemos em um tempo em que não existisse a patrulha ideológica de direita expressa da mídia, citar Marilena Chauí seria muito bem vindo, na medida em que ela apresenta um pouco do processo de adesão das classes médias ao ideário da elite brasileira, particularmente com referência à Segurança Pública. Se não me engano, há muito tempo a violência parece ser apresentada sem distinção de classe social, com um super estímulo de uma mídia que se beneficia muito em explorar e difundir a violência. O país pára para assistir determinados crimes – os pais que teriam matado a filha, a adolescente que matou os pais, e assim o Ibope sobe, os anunciantes anunciam e a emissora de TV fatura, enquanto mulheres reparam no cabelo novo da apresentadora, os homens a desejam. É mesmo Fantástico, o show da vida, ou da morte, do medo e da violência? “E a próxima vítima pode ser você”.
As vezes tenho a sensação de que discutir segurança pública no Brasil parece gerar discórdia, caso não queiramos ouvir coisas como “esfola e mata” ou “bandido bom é bandido morto”, é melhor não tocarmos no assunto em uma mesa de bar, muito menos em jantar de família ou na academia. Parece que quando se trata do tema, até mesmo intelectuais, juizes, jornalistas e envolvidos diretamente, estranhamente defendem a repressão pura e simples. O parece evidenciar que um dos sucessos que não se contesta em setores conservadores é a difusão da idéia de que os direitos humanos são “direitos de bandidos”.
Caetano Veloso nos fala do “silêncio sorridente de São Paulo diante da chacina”, “ banco de sangue encadernado”, define Tom Zé.
O que percebi, foi que o Brasil apresenta um aparato prisional que parece estar à beira do colapso, cuja população parece ter aumentado consideravelmente.
O que parece estar acontecendo, por exemplo, no Rio Grande do Sul, resultado de uma obsessão punitiva crescente que parece ter tido lugar primeiro nos EUA.
No momento em que escrevo, acontece no Salão Negro do Ministério da Justiça o “Ato Comemorativo aos 30 anistia no Brasil”. Em uma breve passagem ouço um palestrante dizer que não há mais tortura no Brasil, e eu fico a pensar: Por que ninguém fala que jovens estão sendo torturados sim? Ainda que sejam presos(as) que tenham uma dívida a pagar ao Estado? São jovens que representam cerca de 70% num universo de 440 mil, ou seja, uma força produtiva de em média 308 mil jovens, muitos que ainda não foram julgados, vivem em condições subhumanas, sob tortura e outros tipos de mal tratos. E o que mais impressiona é que esse processo parece ter-se tornado sutil e invisível. Fica a pergunta: o que é feito para excluir, pode incluir?
No Vídeo Documentário que produzimos para a 1ª Conseg em parceria com a CUFA – A voz da Prisão – os presos(as) tiveram uma oportunidade histórica, segundo suas próprias palavras, nunca haviam tido a oportunidade de falar e elaborar propostas para que essas chegassem à Brasília, com a possibilidade de se transformarem em políticas públicas. Vejo mais essa ferramenta da Conseg como inovadora e revolucionária, no entanto, muitas coisas não puderam ser ditas no microfone, não puderam ser escritas, isso seria cortar a própria carne.
Finalizo ouvindo, ao fundo, a música de encerramento do referido ato que acontece a poucos metros: “Lá lá lá lá, lá lá lá lá, lá lá lá lá, lláááá, lááááá, lá lá lá lá...
agora é hora, de alegria, vamos sorrir e cantar, do mundo não se leva nada, vamos sorrir e cantar...” momento em que o meu sentimento de alegria se mistura com o de tristeza, de alegria porque chegamos ao fim do início de um longo, difícil e valoroso trabalho e de tristeza por saber que em pleno século XXI ainda existe tortura no Brasil.
Vocês podem pensar o porquê de eu não escrever sobre a Mostra de Vídeos, foram produzidos 52 vídeos inéditos abordando o tema da Segurança Pública, sobre o Festival de Música ou nas Conferências Livres que aconteceram com Jovens dos variados segmentos da sociedade civil. Enfim, podemos pensar em tantas outras coisas que se relacionam direta ou indiretamente com a situação exposta, como a qualidade do ensino, da saúde, da estrutura das famílias, do capitalismo, do consumo, do socialismo...sim podemos e devemos, mas tortura? Não, isso não pode mais acontecer em nosso país, acredito que temos condições para reestruturar nossa polícia para que nenhum membro sequer dessa corporação, se sinta no direito de torturar qualquer cidadão brasileiro. E mais, precisamos urgentemente de penas alternativas. Essa é a minha bandeira nessa Conseg, tenho outras é claro, mas por hora levanto essa. Com a certeza de que a luta continua. Ainda temos muito por fazer. E faremos!
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Voltando pra casa...
Voltando pra casa depois de ter ido para o Pará, Ceará, Bahia e Rio de Janeiro.
Muito trabalho, valeu a pena.
Um pouquinho de mudança deve acontecer, é o início de um processo.
Uma daquelas frases que você lê em algum lugar e depois não lembra de quem escreveu:
"Uma gota no oceano é pouco, mas sem uma gota o oceano é menor"
Em frente,
Gracias a la vida, por me ha dado tanto.....
Muito trabalho, valeu a pena.
Um pouquinho de mudança deve acontecer, é o início de um processo.
Uma daquelas frases que você lê em algum lugar e depois não lembra de quem escreveu:
"Uma gota no oceano é pouco, mas sem uma gota o oceano é menor"
Em frente,
Gracias a la vida, por me ha dado tanto.....
sábado, 18 de julho de 2009
“O grupo pensa que a prisão é principalmente um lugar de castigo, de punição. Um lugar que foi feito para corrigir erros cometidos em sociedade, uma forma de pagar pelo crime cometido, no entanto, percebemos e vivenciamos violência, maus tratos, sofrimento, mas também serve como um lugar de reflexão. Um lugar onde pode ocorrer a dimuinuição da criminalidade, asim como também pode não ocorrer a recuperação”.
Levando um pouco de cidadania para quem perdeu o direito de ir e vir e continua, ou deveria continuar, sendo cidadão.
Em Conferência Livre com Jovens,sistema prisional PA.
...
Levando um pouco de cidadania para quem perdeu o direito de ir e vir e continua, ou deveria continuar, sendo cidadão.
Em Conferência Livre com Jovens,sistema prisional PA.
...
sábado, 11 de julho de 2009
...
Final de semana estranho.
A lua me chama eu tenho que ir pra rua....
Trabalho, casa, depilação, comer, dormir. Coisas que fazem parte da "leveza" do cotidiano, e, no entanto, hoje é diferente. Hoje eu sou diferente do que eu era ontem! A cada dia eu penso mais no que quero, onde estou, porquê. E penso que nada é em vão, que o lagarto na árvore, de manhã, é um sinal. E o passarinho cedo na janela podia estar querendo me dizer que a lua iria me chamar, mais tarde. Sempre. Talvez. Quem sabe?!
A lua me chama eu tenho que ir pra rua....
Trabalho, casa, depilação, comer, dormir. Coisas que fazem parte da "leveza" do cotidiano, e, no entanto, hoje é diferente. Hoje eu sou diferente do que eu era ontem! A cada dia eu penso mais no que quero, onde estou, porquê. E penso que nada é em vão, que o lagarto na árvore, de manhã, é um sinal. E o passarinho cedo na janela podia estar querendo me dizer que a lua iria me chamar, mais tarde. Sempre. Talvez. Quem sabe?!
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Indo para Vitória/ES realizar Conferência Livre com jovens mulheres presas e gravar documentário.
Espero que dê tudo certo, que a Conferência seja produtiva, com muitos princípios e diretrizes que nortearão, junto com outras, as ações do Sistema de Segurança Nacional. Que as tomadas sejam excelentes e que as entrevistas emocionantes.
Conexão em BH, devo chegar no fim da tarde, Conferência amanhã.
As vezes penso que tudo vai darcerto e ser maravilhoso, as vezes exito.
....
Espero que dê tudo certo, que a Conferência seja produtiva, com muitos princípios e diretrizes que nortearão, junto com outras, as ações do Sistema de Segurança Nacional. Que as tomadas sejam excelentes e que as entrevistas emocionantes.
Conexão em BH, devo chegar no fim da tarde, Conferência amanhã.
As vezes penso que tudo vai darcerto e ser maravilhoso, as vezes exito.
....
sexta-feira, 26 de junho de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
Linda música!
Rainha do Mar
Ah rainha do mar, me diz até quando
O homem ainda vai te desrespeitar
Vai senhora do tempo, e mostra pro povo
Todo o poder do seu encantamento
Mostra que se dividir vai sobrar
que o todo é um, um é o todo
E o todo é o que há
Vermelho, amarelo, em preto e brando tanto faz
O peculiar é o que nos torna tão iguais
E lava esse chão com a força do teu pai
Sem intolerância e ganancia
Quem é menos vale mais
De peito aberto para o que pedir a mente
O amor a si ardente não tem medo aonde vai
Ah rainha do mar, me diz até quando
O homem ainda vai te desrespeitar
Vai senhora do tempo, e mostra pro povo
Todo o poder do seu encantamento
Mostra que se dividir vai sobrar
que o todo é um, um é o todo
E o todo é o que há
Vermelho, amarelo, em preto e brando tanto faz
O peculiar é o que nos torna tão iguais
E lava esse chão com a força do teu pai
Sem intolerância e ganancia
Quem é menos vale mais
De peito aberto para o que pedir a mente
O amor a si ardente não tem medo aonde vai
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Por que (Otto)
Por que você me quer assim
Triste traiçoeiro
Se eu posso dividir meu corpo e meu amor
Pra que ficar assim desesperada
Se ele falou que não lhe quer Até de manhã
Vou esquentar os pães
Teus dedos
Até de manhã
Vou esquentar os pães
Teus dedos
Por que você me quer assim
Triste traiçoeiro
Se eu posso dividir meu corpo e meu amor
Pra que ficar assim desesperada
Se ele falou que não lhe quer Até de manhã
Vou esquentar os pães
Teus dedos
Até de manhã
Vou esquentar os pães
Teus dedos
Na vida tenho muito que dançar
Para aguentar o peso
Pra parar de pensar no erro
Por que você não quer
Ficar tranquila um pouco
Seu rosto é mais bonito rindo
Pra que ficar assim desesperado
Se ele falou que não lhe quer
Até de manhã
Vou esquentar os pães
Teus dedos
Até de manhã
Vou esquentar os pães
Teus dedos
Por que você me quer assim
Triste traiçoeiro
Por que você me quer assim
Triste traiçoeiro
Se eu posso dividir meu corpo e meu amor
Pra que ficar assim desesperada
Se ele falou que não lhe quer Até de manhã
Vou esquentar os pães
Teus dedos
Até de manhã
Vou esquentar os pães
Teus dedos
Por que você me quer assim
Triste traiçoeiro
Se eu posso dividir meu corpo e meu amor
Pra que ficar assim desesperada
Se ele falou que não lhe quer Até de manhã
Vou esquentar os pães
Teus dedos
Até de manhã
Vou esquentar os pães
Teus dedos
Na vida tenho muito que dançar
Para aguentar o peso
Pra parar de pensar no erro
Por que você não quer
Ficar tranquila um pouco
Seu rosto é mais bonito rindo
Pra que ficar assim desesperado
Se ele falou que não lhe quer
Até de manhã
Vou esquentar os pães
Teus dedos
Até de manhã
Vou esquentar os pães
Teus dedos
Por que você me quer assim
Triste traiçoeiro
domingo, 17 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Final de Semana
A casa era Super Adobe + baba de cactus, cal e clara de ovo (haja gemada). Ecológica!
A Sofia, linda!
E o resto?
Foi um conto! Não conto! Pra não aumentar um ponto.
E eu a ler "Raízes do Brasil" de Sérgio Buarque de Holanda:
E pensando: o que seria adobe....
A Sofia, linda!
E o resto?
Foi um conto! Não conto! Pra não aumentar um ponto.
E eu a ler "Raízes do Brasil" de Sérgio Buarque de Holanda:
"... o agrupamento ordenado pretende apenas reproduzir na terra a própria ordem cósmica, no plano das cidades hispano-americanas, o que se exprime é a idéia de que o homem pode intervir arbitrariamente, e com sucesso, no curso das coisas e de que a história não somente "acontece". Mas também pode ser dirigida e até fabricada. É esse pensamento que alcança a sua melhor expressão e o seu apogeu na organização dos jesuítas em suas reduções. Estes não só o introduziram na cultura material das missões guaranis, "fabricando" cidades geométricas, de pedra lavrada e adobe, numa região rica em lenha em paupérrima em pedreiras, como o estenderam até às instituições..."
E pensando: o que seria adobe....
quinta-feira, 30 de abril de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
Dia de aceitar conselhos...
Esses foram ditos por um publicitário, Nizan Guanaes, paraninfo em uma formatura. Sugestivo para quem recebeu (por sedex) o diploma, já que não tive cerimônia nenhuma de formatura além da colação de grau em gabinete, 10 de março - "dia branco"- resolvi postar esse texto na íntegra, e tomei a liberdade de reproduzir aqui, uma reflexão que se deu a partir dele e que parece também ter muito a ver com meu "momento".
"Dizem que conselho só se dá a quem pede. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma. A propósito disso, lembro-me uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: “Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo.” E ela responde: “Eu também não, meu filho”.
Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna. Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega viver como homens.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.
Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não sente-se e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia!
Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansear, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios. O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta.Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho. Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama sucesso".
"Dizem que conselho só se dá a quem pede. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma. A propósito disso, lembro-me uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: “Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo.” E ela responde: “Eu também não, meu filho”.
Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna. Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega viver como homens.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.
Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não sente-se e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia!
Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansear, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios. O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta.Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho. Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama sucesso".
**
"...Daí eu pensei que prefiro um não bem dito, uma briga bem séria, a qualquer coisa vazia. O silêncio é uma das coisas que eu mais gosto. A distância é uma das que menos gosto. Se eu gosto, eu gosto. Mas gosto valendo. Gostar mais ou menos não é comigo. Se me quiserem perto, terão sempre o melhor que eu puder ser. E não espero nada em troca, a não ser sinceridade. Sempre. Acima de tudo. Porque eu sei e prefiro lidar com aquilo que é honesto. Prefiro arriscar e errar; me apaixonar e perder; chorar e sorrir com a mesma intensidade, a sentir o vazio.
A vida precisa de cores. E eu vinha sentindo muita falta delas."
"...Daí eu pensei que prefiro um não bem dito, uma briga bem séria, a qualquer coisa vazia. O silêncio é uma das coisas que eu mais gosto. A distância é uma das que menos gosto. Se eu gosto, eu gosto. Mas gosto valendo. Gostar mais ou menos não é comigo. Se me quiserem perto, terão sempre o melhor que eu puder ser. E não espero nada em troca, a não ser sinceridade. Sempre. Acima de tudo. Porque eu sei e prefiro lidar com aquilo que é honesto. Prefiro arriscar e errar; me apaixonar e perder; chorar e sorrir com a mesma intensidade, a sentir o vazio.
A vida precisa de cores. E eu vinha sentindo muita falta delas."
domingo, 19 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Por um dia chuvoso. e...triste...

Ana Lins de Guimarães Peixoto Bretas atendia também pelo singelo nome de Aninha da Ponte da Lapa. Em 1910, quando teve um conto publicado numa revista literária, é que assumiu o nome com o qual ficou famosa, Cora Coralina.
Seu primeiro livro foi ‘Poemas dos Becos de Goiás e Historias Mais’. Publicado quando a poeta já passava dos 70 anos. Ela escreveu desde a mais tenra idade, mas sua vida reprimida dificultou o surgimento publico da poetisa. Seus poemas falam das coisas da vida, historias de sua terra, que ela percebeu e registrou com seu coração de poeta. É uma poesia simples, sensível, nostálgica e humana, muito humana. É também uma poesia de otimismo, de fé. Em “Aninha e suas pedras” ela tem os versos: “Não te deixes destruir... / Ajuntando novas pedras / e construindo novos poemas. / Recria tua vida, sempre, sempre. / Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Seus estudos não ultrapassaram o curso primário. Fugiu de casa pra se casar e teve um casamento infeliz, dominada por um homem que a impediu de viver sua liberdade criativa (conta-se inclusive que, convidada a participar da Semana de Arte Moderna em 22, foi proibida pelo marido).A fama chegou para Cora somente aos 90 anos, quando foi elogiada pelo Drummond e teve seus versos descobertos e admirados por todos pela pureza e simplicidade. Sobre a velhice ela escreveu "...venho do século passado e trago comigo todas as idades do mundo."
Durante grande parte de sua vida Cora Coralina fez doces para sobreviver. A partir de algum momento, deixou de ser doceira e passou a fazer doces poesias. Vejam esta, do livro ‘Vintém de Cobre’, onde ela, em tom confessional, nos revela ter vindo ao mundo antes de seu tempo.
Nasci antes do tempo
Tudo que criei e defendi
nunca deu certo.
Nem foi aceito.
E eu perguntava a mim mesma
Por quê?
Quando menina, ouvia dizer sem entender
quando coisa boa ou ruim acontecia a alguem:
Fulano nasceu antes do tempo.
Guardei
Tudo que criei, imaginei e defendi
nunca foi feito.
E eu dizia como ouvia
a moda de consolo:
Nasci antes do tempo.
Alguém me retrucou.
Você nasceria sempre antes do seu tempo.
Não entendi e disse Amém.
Cora Coralina
terça-feira, 14 de abril de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas, teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale sutilmente, no ar, a trevo machucado, há folhas de alecrim desde há muito guardadas não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te!
(em Apontamentos de História Sobrenatural, p. 96).
Mário Quintana
É preciso que a tua ausência trescale sutilmente, no ar, a trevo machucado, há folhas de alecrim desde há muito guardadas não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te!
(em Apontamentos de História Sobrenatural, p. 96).
Mário Quintana
terça-feira, 24 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
Bom dia o sol nascente...
Na verdade era bom dia o sol poente...
Eu vimmm, pra contar minha triste históriaa, minha garotaa, me abandonou...
A dança das minhas lágrimas...
Foi assim que cheguei no Anfiteatro Por do Sol, com essa música, cantada pela banda que abriu para Nando Reis...
O Show foi lindo, lotado!!!
Um dos melhores que ja fui!
Um relicário imenso desse amor....
Preciso dela, sou dela, sem ela não sou...
Estranho seria se eu não me apaixonasse por você....estranho é gostar tanto do seu All StarAzul....laranjeiras....
A letra AAA, do seu nome...abre essa porta, e entra, na mesma casa onde eu moro...
O mundo é bão, sebastião....
Quando não estiver mais nada, o seu coração...amor dará...hare krishna hare hare hare.......
Eu vimmm, pra contar minha triste históriaa, minha garotaa, me abandonou...
A dança das minhas lágrimas...
Foi assim que cheguei no Anfiteatro Por do Sol, com essa música, cantada pela banda que abriu para Nando Reis...
O Show foi lindo, lotado!!!
Um dos melhores que ja fui!
Um relicário imenso desse amor....
Preciso dela, sou dela, sem ela não sou...
Estranho seria se eu não me apaixonasse por você....estranho é gostar tanto do seu All StarAzul....laranjeiras....
A letra AAA, do seu nome...abre essa porta, e entra, na mesma casa onde eu moro...
O mundo é bão, sebastião....
Quando não estiver mais nada, o seu coração...amor dará...hare krishna hare hare hare.......
terça-feira, 17 de março de 2009
Berimbau
Vinicius de Moraes
Composição: Baden Powell e Vinicius de Moraes
Quem é homem de bem
Não trai!
O amor que lhe quer
Seu bem!
Quem diz muito que vai
Não vai!
Assim como não vai
Não vem!...
Quem de dentro de si
Não sai!
Vai morrer sem amar
Ninguém!
O dinheiro de quem
Não dá
É o trabalho de quem
Não tem!
Capoeira que é bom
Não cai!
E se um dia ele cai
Cai bem!...
Capoeira me mandou
Dizer que já chegou
Chegou para lutar
Berimbau me confirmou
Vai ter briga de amor
Tristeza camará...
Se não tivesse o amor
Se não tivesse essa dor
E se não tivesse o sofrer
E se não tivesse o chorar
Melhor era tudo se acabar
Eu amei, amei demais
O que eu sofri por causa de amor ninguém sofreu
Eu chorei, perdi a paz
Mas o que eu sei é que ninguém nunca teve mais, mais do que eu
Capoeira me mandou
Dizer que já chegou
Chegou para lutar
Berimbau me confirmou
Vai ter briga de amor
Tristeza camará...
Hê! Hê! Camará!
Hê! Hê! Camará!
Hê! Hê! Camará!
Hê! Hê! Camará!
Vinicius de Moraes
Composição: Baden Powell e Vinicius de Moraes
Quem é homem de bem
Não trai!
O amor que lhe quer
Seu bem!
Quem diz muito que vai
Não vai!
Assim como não vai
Não vem!...
Quem de dentro de si
Não sai!
Vai morrer sem amar
Ninguém!
O dinheiro de quem
Não dá
É o trabalho de quem
Não tem!
Capoeira que é bom
Não cai!
E se um dia ele cai
Cai bem!...
Capoeira me mandou
Dizer que já chegou
Chegou para lutar
Berimbau me confirmou
Vai ter briga de amor
Tristeza camará...
Se não tivesse o amor
Se não tivesse essa dor
E se não tivesse o sofrer
E se não tivesse o chorar
Melhor era tudo se acabar
Eu amei, amei demais
O que eu sofri por causa de amor ninguém sofreu
Eu chorei, perdi a paz
Mas o que eu sei é que ninguém nunca teve mais, mais do que eu
Capoeira me mandou
Dizer que já chegou
Chegou para lutar
Berimbau me confirmou
Vai ter briga de amor
Tristeza camará...
Hê! Hê! Camará!
Hê! Hê! Camará!
Hê! Hê! Camará!
Hê! Hê! Camará!
quinta-feira, 12 de março de 2009
" A solidão tem sete couros: nada mais a atravessa. A gente se aproxima das pessoas, cumprimenta amigos: tudo é ermo, nenhum olhar cumprimenta mais".
"Redimir o passado e transformar tudo aquilo que "era uma vez" em "era o que eu queria"!, apenas isso seria redenção pra mim."
" A gente tropeça em verdades, algumas delas a gente chega a matar pisoteadas..."
"Eu não sou homem, eu sou dinamite".
"Negar e aniquilar são condições no ato de afirmar".
"Eu olho para o alto - lá rolam mares de luz: - Oh noite, oh silêncio, oh balbúrdia mortalmente silenciosa!...Eu vejo um sinal - da distância mais distante, uma constelação se inclina, lentamente cintilante, até mim..."
As consequências de nossos atos nos agarram pelos cabelos, sem se preocupar com o fato de que, nesse meio tempo, nós nos "reformamos".
"Frequentemente a sensualidade cresce mais depressa do que o amor, e isso faz com que suas raízes tornem-se fracas e fáceis de arrancar"
" As grandes épocas de nossa vida são aquelas em que ganhamos coragem e declaramos que o mal que trazemos em nós é o que de melhor temos".
Nietzsche
"Redimir o passado e transformar tudo aquilo que "era uma vez" em "era o que eu queria"!, apenas isso seria redenção pra mim."
" A gente tropeça em verdades, algumas delas a gente chega a matar pisoteadas..."
"Eu não sou homem, eu sou dinamite".
"Negar e aniquilar são condições no ato de afirmar".
"Eu olho para o alto - lá rolam mares de luz: - Oh noite, oh silêncio, oh balbúrdia mortalmente silenciosa!...Eu vejo um sinal - da distância mais distante, uma constelação se inclina, lentamente cintilante, até mim..."
As consequências de nossos atos nos agarram pelos cabelos, sem se preocupar com o fato de que, nesse meio tempo, nós nos "reformamos".
"Frequentemente a sensualidade cresce mais depressa do que o amor, e isso faz com que suas raízes tornem-se fracas e fáceis de arrancar"
" As grandes épocas de nossa vida são aquelas em que ganhamos coragem e declaramos que o mal que trazemos em nós é o que de melhor temos".
Nietzsche
quarta-feira, 11 de março de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
sábado, 7 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
Mário Quintana
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
Mário Quintana
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
domingo, 30 de novembro de 2008
Ser ou não ser?! Poderia ser, na contemporaneidade, estar ou não estar?!
Ontem conheci uma menina na Redenção, estava eu lagartiando perto do Araújo Viana (como de recente costume), quando ela perguntou se poderia sentar-se ao meu lado, começamos a conversar sobre superficialidades até chegarmos à temática relacionamentos... ela me disse que ficou dois anos e meio namorando, moraram juntos, compraram coisas....blá blá blá mesmo assim sentia a necessidade de se casar, de oficializar sua relação com o dito cujo...O interessante nessa história (sim, porque praticamente não se usa mais estória - um dia devo postar algo sobre isso) toda é que ela revelou ter expressado ao namorado seu desejo e solicitou uma manifestação do mesmo sobre o que pensava a respeito, já que já haviam compartilhado tantas coisas....blá blá... Perguntou a ele se gostaria de se casar (oficialmente) com ela.
Desfecho: Ele respondeu que havia vivido experiências homossexuais em outra ocasião, que não a que estiveram/estão juntos.
Ela me pareceu um tanto encucada com a resposta e com uma certa necessidade de falar isso a alguém de forma isenta.
Eu? Não soube o que dizer, fiquei muda por alguns segundos e em seguida me vali de Shakespeare em Hamlet: Existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia e emendei um comentário sobre o tempo, que se "armava" pra chuva.
Desfecho: Ele respondeu que havia vivido experiências homossexuais em outra ocasião, que não a que estiveram/estão juntos.
Ela me pareceu um tanto encucada com a resposta e com uma certa necessidade de falar isso a alguém de forma isenta.
Eu? Não soube o que dizer, fiquei muda por alguns segundos e em seguida me vali de Shakespeare em Hamlet: Existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia e emendei um comentário sobre o tempo, que se "armava" pra chuva.
Agora estou a pensar: o que o cara quis dizer? Que sim? Que não? Que talvez? Ou teria sido essa uma resposta evasiva, para não assumir nem uma coisa nem outra? Enfim, this is the question!
sábado, 29 de novembro de 2008

Por ser uma planta alta que se destaca sobre as outras flores do jardim, o Girassol simboliza orgulho e nobreza. Quem veio ao mundo neste período tem tudo para se dar bem na vida profissional. As pétalas cor de ouro desta flor estão associadas ao dinheiro, à riqueza e à prosperidade. Sua energia solar o leva a brilhar em todos os campos da vida. As pessoas deste signo estão aqui para trabalhar, fazer o mundo girar e serem reconhecidas por tudo isso.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Amor = fratura da linguagem
Dupla insuficiência
Sensibilidade atenta à clichês mortais
Referência ao amor que não tem somente rosto, mas corpos, potências de viver, onde a dança não está ausente, embora não seja a única maneira de se expressar.
Sermos dignos do que nos acontece
Não reagir, a melhor declaração de amor à vida;
Rio, fluxo, movimento
Política amorosa, mortal e vital
Escrever com e não sobre o amor
Ninguém sabe como acaba o amor
Como deriva o amor nas chaves da sociedade de controle
Articulação tensa de amor e vida
Mal amada (?)
Amor como signo de pensar
Dissertação amada na companhia de Dionísio
Trabalhar conceitos e navegar pela literatura. O que é um plano de composição?
Espécie de greve das relações caducas
Política não de dizer como a coisa pode ser feita, mas de fazer.
A potência do corpo foge da rostidade amorosa
Marcador político
O texto tem ressonâncias de outras dimensões que não estéticas; não responde a uma coisa
O amor constrói casas, os amorosos...
Procedimentos que organizam, espanam e excluem diferenças, atrapalhando o futuro e a felicidade de todos
O que interessa não é como ama, quem ama, mas que ama
Encontrar um modo de arruinar o amor dentro do próprio amor
Cada palavra aparece como um desregulador...leitura cansativa, pelo que o hábito espera
o amor é corpo e se é corpo, é único. E o prazer? (putaria)
Os ressecados, os crentes, os leprosos que amam? Não amam
Esforço de eliminação do amor, que toma cada vez mais corpo
Composição com a perda e abertura para a solidão
Pequenos sinais fulminantes que marcam tanto o bem como o mal. Há um "entre" entre o corpo e o mundo...
Minha maior produção intelectual (óide).
Dupla insuficiência
Sensibilidade atenta à clichês mortais
Referência ao amor que não tem somente rosto, mas corpos, potências de viver, onde a dança não está ausente, embora não seja a única maneira de se expressar.
Sermos dignos do que nos acontece
Não reagir, a melhor declaração de amor à vida;
Rio, fluxo, movimento
Política amorosa, mortal e vital
Escrever com e não sobre o amor
Ninguém sabe como acaba o amor
Como deriva o amor nas chaves da sociedade de controle
Articulação tensa de amor e vida
Mal amada (?)
Amor como signo de pensar
Dissertação amada na companhia de Dionísio
Trabalhar conceitos e navegar pela literatura. O que é um plano de composição?
Espécie de greve das relações caducas
Política não de dizer como a coisa pode ser feita, mas de fazer.
A potência do corpo foge da rostidade amorosa
Marcador político
O texto tem ressonâncias de outras dimensões que não estéticas; não responde a uma coisa
O amor constrói casas, os amorosos...
Procedimentos que organizam, espanam e excluem diferenças, atrapalhando o futuro e a felicidade de todos
O que interessa não é como ama, quem ama, mas que ama
Encontrar um modo de arruinar o amor dentro do próprio amor
Cada palavra aparece como um desregulador...leitura cansativa, pelo que o hábito espera
o amor é corpo e se é corpo, é único. E o prazer? (putaria)
Os ressecados, os crentes, os leprosos que amam? Não amam
Esforço de eliminação do amor, que toma cada vez mais corpo
Composição com a perda e abertura para a solidão
Pequenos sinais fulminantes que marcam tanto o bem como o mal. Há um "entre" entre o corpo e o mundo...
Minha maior produção intelectual (óide).
domingo, 16 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
CESARIANA
Mário e a turma de humoristas do livro QI 14, em 1975, foram à Caxias do Sul paricipar de uma feira do livro. O poeta era o patrono. Como acontece nessas ocasiões, a viagem se transforma em uma correria. Todos querem agradar aos visitantes. Na manhã de sábado eles andaram pra lá e pra cá: redações de jornais, rádios, a tevê, o prefeito...
Depois do almoço, numa galeteria, os anfitriões quiseram mostrar a cidade. Monumento ao Imigrante, Igreja de São Pelegrino, Parque da Festa da Uva, vinícolas, etc. Caxias é cheia de subidas e descidas. Lá pelas tantas o carro parou voltado para cima em uma rua íngreme que oferecia uma vista panorâmica. Os jovens humoristas saltaram e ficaram esperando por Mário, sentado no banco de trás, junto com Ernani.
Ernani abriu a porta, saiu, e o poeta, cansado de tanta caminhada, fez a primeira tentativa. O impulso do corpo não foi suficiente, caiu de volta ao banco. Segunda tentativa, resultado idêntico. O carro estava muito inclinado, ele não conseguia vencer a força da gravidade. Ernani voltou para ajudá-lo. Mário justificou:
- Eu só consigo sair com cesariana.
Mário e a turma de humoristas do livro QI 14, em 1975, foram à Caxias do Sul paricipar de uma feira do livro. O poeta era o patrono. Como acontece nessas ocasiões, a viagem se transforma em uma correria. Todos querem agradar aos visitantes. Na manhã de sábado eles andaram pra lá e pra cá: redações de jornais, rádios, a tevê, o prefeito...
Depois do almoço, numa galeteria, os anfitriões quiseram mostrar a cidade. Monumento ao Imigrante, Igreja de São Pelegrino, Parque da Festa da Uva, vinícolas, etc. Caxias é cheia de subidas e descidas. Lá pelas tantas o carro parou voltado para cima em uma rua íngreme que oferecia uma vista panorâmica. Os jovens humoristas saltaram e ficaram esperando por Mário, sentado no banco de trás, junto com Ernani.
Ernani abriu a porta, saiu, e o poeta, cansado de tanta caminhada, fez a primeira tentativa. O impulso do corpo não foi suficiente, caiu de volta ao banco. Segunda tentativa, resultado idêntico. O carro estava muito inclinado, ele não conseguia vencer a força da gravidade. Ernani voltou para ajudá-lo. Mário justificou:
- Eu só consigo sair com cesariana.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Querido Diário:
Eu acabei de acordar, não consegui ficar dormindo.
Eu estou trabalhando desde o dia 13.
Eu não tenho passagem para ir pro trabalho, porque eu gastei alguns vales comprando cachorro quente, não tenho dinheiro para comprar as minhas coisas, sabe?! Shampoo, creme, pasta de dente, comida, roupas, etc...
Eu continuo morando aqui e queria muito ter uma casa "só minha" sabe?! Não que aqui seja muito ruim, mas, seria tão bom se...
As vezes eu me sinto meio órfã, me sinto perdida, abandonada, sem rumo e até sem esperanças.
Minha TV e o meu som estragaram e eu já levei para a eletrônica e fiz o orçamento mas não tenho dinheiro para pagar o conserto.
Preciso urgentemente ir ao dentista...
Espero que eu receba amanhã, dia primeiro de abril.
As coisas já foram piores
Eu acabei de acordar, não consegui ficar dormindo.
Eu estou trabalhando desde o dia 13.
Eu não tenho passagem para ir pro trabalho, porque eu gastei alguns vales comprando cachorro quente, não tenho dinheiro para comprar as minhas coisas, sabe?! Shampoo, creme, pasta de dente, comida, roupas, etc...
Eu continuo morando aqui e queria muito ter uma casa "só minha" sabe?! Não que aqui seja muito ruim, mas, seria tão bom se...
As vezes eu me sinto meio órfã, me sinto perdida, abandonada, sem rumo e até sem esperanças.
Minha TV e o meu som estragaram e eu já levei para a eletrônica e fiz o orçamento mas não tenho dinheiro para pagar o conserto.
Preciso urgentemente ir ao dentista...
Espero que eu receba amanhã, dia primeiro de abril.
As coisas já foram piores
terça-feira, 11 de novembro de 2008
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Há tantas auroras que ainda não brilharam...
Em meio a martírios, que trouxeram consigo uma enxaqueca ininterrupta de três dias, mais vômitos de muco dos mais penosos...eu possui uma clareza dialética por excellence e examinei a fundo e friamente coisas que não sou alpinista, não sou refinado, não sou frio o suficiente para pensar quando me encontro em situações mais saudáveis [...] Um médico, que me tratou como doente nervoso por longo tempo, disse ao fim: "Não! o problema não está em seus nervos, eu mesmo estou apenas nervoso". Era simplesmente impossível de ser demonstrada qualquer degeneração local; nenhuma moléstia do estômago condicionada de forma orgânica, por mais que sempre, como consequência do esgotamento geral, se revelasse a profunda fraqueza do meu sistema gástrico. Também a moléstia nos olhos, a cegueira se aproximando pouco a pouco e perigosamente, era apenas consequência, não era causa. De modo que com cada acréscimo em força vital também a visão ficava mais forte...Convalescença significa para mim uma longa, demasiado longa série de anos - mas lamentavelmente ela significa também, ao mesmo tempo, recaída, declínio, periodismo de uma espécie de décadence. Até mesmo aquela arte filigrânica de prender e compreender, aquele dedo para nuances, aquela psicologia de "ver além da esquina" e tudo aquilo de que me apossei foi aprendido apenas naquela época, é o verdadeiro presente daquele tempo em que tudo se aprimorou em mim, a observação em si e todos os órgãos da observação. Aquela energia para o isolamento e para o rompimento de relações costumeiras, a compulsão contra mim mesmo, a vontade de não deixar mais me tratarem, me servirem, me medicarem...tudo traía o instinto de certeza incondicional acerca daquilo que na naquela época me era necessário mais do que tudo. Eu mesmo me tomei pela mão, eu mesmo voltei a me tornar são: a condição para isso - não há psicologia que não reconheceria - é que ao cabo de contas a gente seja saudável. Um ser tipicamente mórbido não pode vir a se tornar são e muito menos vir a se tornar são por sua própria conta; para alguém que é tipicamente saudável uma doença pode, ao contrário, até ser uma estimulação enérgica à vida, a viver mais. É assim que vejo agora aquele longo tempo de enfermidade: é como se eu tivesse redescoberto a vida de novo, incluindo-me dentro dela; eu degustei todas as coisas boas e até mesmo coisas insignificantes, como outros não os podem degustar com tanta facilidade - eu fiz de minha vontade para a saúde, para a vida, a minha filosofia...Pois é preciso que se dê atenção a isso: os anos em que minha vitalidade foi mais débil foram os anos em que deixei de ser pessimista: o instinto do auto-reestabelecimento me proibiu uma filosofia da miséria e do desânimo...E é nisso que se reconhece, no fundo, a vida que deu certo! No fato de um homem bem-educado fazer bem aos nossos sentidos: no fato de ele ser talhado em uma madeira que é dura, suave e cheirosa ao mesmo tempo. A ele só faz gosto o que lhe é salutar; seu prazer; seu desejo acabam lá onde as fronteiras do salutar passam a estar em perigo. Ele adivinha meios curativos contra lesões, ele aproveita acasos desagradáveis em seu próprio favor; o que não acaba com ele, fortalece-o. Ele acumula por instinto tudo aquilo que vê, ouve e experimenta à sua soma: ele é um princípio selecionador, ele reprova muito. Ele está sempre em sua própria companhia, mesmo que esteja em contato com livros, pessoas ou paisagens: ele honra pelo ato de selecionar, pelo ato de permitir, pelo ato de confiar. A todo o tipo de estímulo ele reage lentamente, com aquela lentidão que uma longa cautela e um orgulho desejado inculcaram nele - ele testa o estímulo que se aproxima; ele está longe de ir ao encontro dele. Ele não acredita nem no "infortúnio" nem na "culpa": ele dá conta de si mesmo e dos outros; ele sabe esquecer...Ele é forte o suficiente a ponto de fazer com que tudo tenha de vir para o seu bem... Vá lá, eu sou o antípoda de um décadent : pois acabei de descrever a mim mesmo.
{Essa dupla série de experiências, essa acessibilidade a mundos aparentemente segregados se repete em minha natureza em todos os sentidos - eu sou um duplo, eu também tenho um "segundo" rosto, além do primeiro. E talvez também um terceiro... Tão só a minha origem me permite um olhar além de toda e qualquer perspectiva condicionada pelo meramente local, pelo meramente nacional...}
Ecce Homo
De como a gente se torna o que a gente é
Nietzsche
{Essa dupla série de experiências, essa acessibilidade a mundos aparentemente segregados se repete em minha natureza em todos os sentidos - eu sou um duplo, eu também tenho um "segundo" rosto, além do primeiro. E talvez também um terceiro... Tão só a minha origem me permite um olhar além de toda e qualquer perspectiva condicionada pelo meramente local, pelo meramente nacional...}
Ecce Homo
De como a gente se torna o que a gente é
Nietzsche
sábado, 8 de novembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Rever o passado.
" O passado muda todo dia".
Hoje fiquei pensando porque criei esse diário (Blog) e conclui que ele foi criado por mim para tentar, também, voltar ao passado através da escrita. Sim, através da escrita, numa tentativa de reavaliar e até, de certo modo, ressignificar ou, como parecem estar gostando de usar ultimamente: reinventar .
Fazer uma "arquelogia da alma", como diria Freud.
Tentar descobrir o que ando fazendo com a vida, vislumbrar os motivos por trás das minhas ações. Será possível?! Será possível fazer descobertas revolucionárias sobre mim, através de uma tomada de consciência pela escrita e não pela fala, como os psicanalistas sugerem?
Dizem que depois que a pessoa se dá conta dos seus traços de comportamento, deve tomar para si a responsabilidade pelos problemas e não culpar os outros, e se tornar capaz de modificar sua situação, o que não significa, acredito eu, se culpar ou se punir.
O problema é que isso pode demorar anos. E ninguém garante que produza os resultados esperados, que, no meu caso, seria causar algum efeito positivo, ou seja, melhorar a forma como aprendo as coisas (processo de aprendizagem - literalmente), a memória e o processamento, digamos assim, das minhas emoções.
Outro dia li que na Califórnia estão usando vídeo game para tratar soldados que voltam traumatizados do Iraque. A matéria dizia que um psicólogo adequou a terapia cognitivo comportamental a um game de guerra e assim, os soldados são tratados com realidade virtual.
Fica a pergunta: poderia essa (ter e escrever em um blog) ser uma forma de terapia, já que você (no caso eu) estabelece, com o computador e com a escrita, uma relação de "boa fé"? Seria, nesse caso, um placebo, é, aquele mesmo que faz as pessoas se sentir melhor depois de tomarem um remédio de farinha ou serem benzidas.
Vou tentar...
Ainda bem que não divulgo esse blog, porque se esses meus devaneios chegassem a uma comunidade de psicanalistas que atuam no mercado, eles não iriam gostar, acredito eu.
Hoje é a eleição de Obama.
TV digital começa a funcionar também hoje em Porto Alegre
" O passado muda todo dia".
Hoje fiquei pensando porque criei esse diário (Blog) e conclui que ele foi criado por mim para tentar, também, voltar ao passado através da escrita. Sim, através da escrita, numa tentativa de reavaliar e até, de certo modo, ressignificar ou, como parecem estar gostando de usar ultimamente: reinventar .
Fazer uma "arquelogia da alma", como diria Freud.
Tentar descobrir o que ando fazendo com a vida, vislumbrar os motivos por trás das minhas ações. Será possível?! Será possível fazer descobertas revolucionárias sobre mim, através de uma tomada de consciência pela escrita e não pela fala, como os psicanalistas sugerem?
Dizem que depois que a pessoa se dá conta dos seus traços de comportamento, deve tomar para si a responsabilidade pelos problemas e não culpar os outros, e se tornar capaz de modificar sua situação, o que não significa, acredito eu, se culpar ou se punir.
O problema é que isso pode demorar anos. E ninguém garante que produza os resultados esperados, que, no meu caso, seria causar algum efeito positivo, ou seja, melhorar a forma como aprendo as coisas (processo de aprendizagem - literalmente), a memória e o processamento, digamos assim, das minhas emoções.
Outro dia li que na Califórnia estão usando vídeo game para tratar soldados que voltam traumatizados do Iraque. A matéria dizia que um psicólogo adequou a terapia cognitivo comportamental a um game de guerra e assim, os soldados são tratados com realidade virtual.
Fica a pergunta: poderia essa (ter e escrever em um blog) ser uma forma de terapia, já que você (no caso eu) estabelece, com o computador e com a escrita, uma relação de "boa fé"? Seria, nesse caso, um placebo, é, aquele mesmo que faz as pessoas se sentir melhor depois de tomarem um remédio de farinha ou serem benzidas.
Vou tentar...
Ainda bem que não divulgo esse blog, porque se esses meus devaneios chegassem a uma comunidade de psicanalistas que atuam no mercado, eles não iriam gostar, acredito eu.
Hoje é a eleição de Obama.
TV digital começa a funcionar também hoje em Porto Alegre
MINHA CULPA
Sei lá! Sei lá!
Eu sei lá bem
Quem sou? um fogo-fátuo, uma miragem...
Sou um reflexo...um canto de paisagem
Ou apenas cenário! Um vaivém
Como a sorte: hoje aqui, depois além!
Sei lá quem sou? Sei lá!
Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou!
Eu sei lá quem!...
Sou um verme que um dia quis ser astro...
Uma estátua truncada de alabastro...
Uma chaga sangrenta do Senhor...
Sei lá quem sou?! Sei lá!
Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador...
Florbela Espanca
Sei lá! Sei lá!
Eu sei lá bem
Quem sou? um fogo-fátuo, uma miragem...
Sou um reflexo...um canto de paisagem
Ou apenas cenário! Um vaivém
Como a sorte: hoje aqui, depois além!
Sei lá quem sou? Sei lá!
Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou!
Eu sei lá quem!...
Sou um verme que um dia quis ser astro...
Uma estátua truncada de alabastro...
Uma chaga sangrenta do Senhor...
Sei lá quem sou?! Sei lá!
Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador...
Florbela Espanca
Un poquito de Gabriel Garcia Márquez
Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco.
(Memórias de Minhas Putas Tristes - Pg. 74)
Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco.
(Memórias de Minhas Putas Tristes - Pg. 74)
Aquarela (Toquinho)
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando contornandoA imensa curva norte sul
Vou com ela viajando
Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegandoé tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo
Um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo
Sereno indo
E se a gente quiser
Ele vai pousar
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida
De uma América à outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
E depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
Que descolorirá
E se faco chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
Que descolorirá
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Que descolorirá
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando contornandoA imensa curva norte sul
Vou com ela viajando
Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegandoé tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo
Um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo
Sereno indo
E se a gente quiser
Ele vai pousar
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida
De uma América à outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
E depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
Que descolorirá
E se faco chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
Que descolorirá
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Que descolorirá
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